Entrevistas

Publicado em 26 de Abril de 2016 às 08h:26

Felipe Pedroso encara Ryota Murata dia 14 de Maio, em Hong Kong

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Autor Daniel Leal


O Round13 conversou com o pugilista gaúcho sobre o combate, seus desdobramentos e até uma possível luta contra Esquiva Falcão, caso vença o japonês. (Imagem: Arquivo Pessoal)

Uma estrela no Japão. Esta é a melhor definição para o atual campeão olímpico dos médios, Ryota Murata (9-0, 6 ko's). Sucesso em uma divisão de peso com pouca tradição em seu país – que costuma produzir excelentes pugilistas mais leves – Murata flerta com o status de superstar no outro lado do mundo. Não é a toa que a Top Rank o contratou e tem investido muito em sua carreira.

Mas para nós brasileiros Ryota não tem nada de querido, pelo contrário, o atleta nipônico tem sido uma pedra no sapato do nosso boxe. Não só tirou, de forma contestável, a medalha de ouro das mãos de Esquiva Falcão nos jogos de Londres, em 2012, como já nocauteou dois atletas tupiniquins em sua jornada como profissional (Carlos “Açougue” Nascimento, em Fevereiro de 2014 e Douglas Ataíde, em Maio do ano passado).

Enquanto aguardamos a potencial vingança de Esquiva, poderemos torcer para mais um pugilista nacional que estará diante do japonês. Felipe Pedroso (13-1, 11 ko's) é gaúcho de Cruz Alta, mas treina e reside em São José dos Pinhais, no Paraná, sob a supervisão do ex-boxeador Macaris do Livramento. Sua única derrota saiu das mãos de Davi “El Loco” Eliasquevici, por pontos, em 2013. Tirou invencibilidades de dois oponentes com quase 10 vitórias cada um e, mais recentemente, viajou até a argentina para surpreender e vencer o local Lucas Priori pela via rápida. Diferente da curta ponte aérea que fez até a Argentina para voltar com a vitória em Setembro de 2015, agora o voo será muito mais longo. O combate diante de Murata se dará no dia 14 de Maio, em Hong Kong. E é sobre esta importante luta para a nobre arte brasileira que falamos com Felipe. Confira:

Round13: Como surgiu a oportunidade da luta com Murata?

Felipe: A luta surgiu através de um matchmaker, Patrício Retondaro, que é argentino e em outra oportunidade arrumou uma luta na Argentina contra Lucas Priori, que ganhei por KO.

Round13: Essa é a maior oportunidade da sua carreira, como está se sentindo?

Felipe: Sim… Essa é minha maior oportunidade até agora e eu estou muito feliz por isso, gosto de desafios e de tentar me superar.

Round13: Como está sendo a preparação? Você tem visto vídeos do adversário? Tem montado uma tática especial?

Felipe: Sim, temos visto vídeos e sabemos da qualidade dele, sim. Estamos montando vários planos pra defender e atacar ele. Ele gosta de usar a direita em direto na cabeça e no plexo e não se sai tão bem na curta e eu sendo mais baixo que ele posso usar isso como um dos recursos de ataque da minha parte.

Round13: Murata venceu esquiva falcão na final olímpica em resultado polêmico e no profissional já derrotou dois brasileiros por nocaute. Existe em você o sentimento de ser o cara que vai quebrar essa sina?

Felipe: Na minha opinião, bem controvérsia o resultado contra o Esquiva. E sim eu quero vencê-lo!

Round13: Se vencer o Ryota, provavelmente vai quebrar toda a expectativa de uma revanche dele contra o Esquiva, então tenho que te perguntar… Vencendo no dia 14, você se coloca no lugar do japonês como o rival a ser batido por Esquiva? Mais que isso, você vai buscar essa luta entre brasileiros?

Felipe: Eu luto com quem me mandam lutar, mas não tenho uma vontade de lutar contra o Esquiva, mas, se necessário, eu luto sim.

Round13: Tem alguém recado pra galera que te lê no Round13?

Felipe: Eu digo pra todos acreditem nos seus sonhos, porque quando cheguei no Paraná vindo do Rio Grande, muitos me disseram que eu logo voltaria, que não tinha talento pra boxear, e agora vou fazer uma luta contra o campeão olímpico!

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