Entrevistas

Publicado em 27 de Julho de 2016 às 01h:16

Alessandro Leite fala sobre a criação da Associação Carioca de Boxe, e suas pretensões

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Autor Daniel Leal

Imagem: Nilson Soares/ACB

Recentemente, mais uma entidade fora criada no pugilismo brasileiro. A ACB – Associação Carioca de Boxe – no entanto, não quer ser apenas mais uma, pelo menos é o que diz Alessandro Leite, seu presidente. O Rio de Janeiro, de fato, vem sendo deixado de lado em ambas as vertentes (amadora e profissional), de nossa nobre arte. Por isso a importância de alguma iniciativa, mínima que seja.

A entidade em questão, acabou de associar-se á CBBP – Confederação Brasileira de Boxe Profissional – visando sancionar títulos nacionais, um passo importante e que terá seu primeiro capítulo no dia 13 de Agosto, quando Felipe Pedroso (13-2, 11 ko's) e Bryann Ribeiro (4-0, 3 ko's) pelejam pela cinta tupiniquim da categoria em São Pedro da Aldeia.

Além disso, Alessandro, que também atua dando aulas para crianças, inclusive as especiais, sendo o único professor de boxe do Rio concursado, ou seja, funcionário público, também levará o esporte de luvas para as areias de Copacabana em evento gratuito, no mês de Setembro. Grandes equipe do Brasil tornaram-se parceiras da ACB, como Coliseu Boxe Center (SP), Equipe Tony Boxe (SP), Nova União (RJ), Nobre Arte (RJ), Escola de Lutas (Niterói).

O trabalho parece sério e significativo. Por isso mesmo e para esclarecer as dúvidas de quem as tiver, conversamos com Leite a respeito de suas motivações, planos e propósitos nesta empreitada. Confira:

R13: Primeiramente, obrigado por falar conosco, Alessandro. Explique um pouco pra gente da onde surgiu a iniciativa da ACB e do por quê?

Alessandro Leite: A ACB foi fundada em dezembro de 2015, mas a ideia surgiu a três anos atrás pela falta de eventos de boxe no Rio de Janeiro. Então, eu comecei a fazer intercâmbios de boxe na minha própria Academia (Academia Radar, em Copacabana). Os intercâmbios começaram a crescer pela falta de eventos na cidade. Chegou uma hora em que estávamos fazendo 30 lutas extraoficiais. Assim, eu conversei com meu cunhado, Paulo Perry Filho, que é  neto do Sr. Valed Perry, um dos maiores juristas desportivos que o país já teve, e vimos que precisávamos criar uma entidade de boxe no Rio.

R13: A ACB esta envolvida na disputa entre o Bryann Ribeiro e Felipe Pedroso, luta importante que acontecerá no Rio, em 13 de Agosto?

A.L.: Sim. A ACB vai supervisionar e dar legalidade na disputa de título brasileiro entre Bryann Ribeiro e Felipe Pedroso. O Sr. Adésio, pai do Bryann Ribeiro, nos solicitou para a ACB supervisionar o evento.

R13: Falando em eventos, vocês planejam um evento para Setembro em Copacabana, certo? Poderia dar mais detalhes?

A.L.: Sim. Com exclusividade eu passo para o Round 13, que nós estamos planejando fazer no último sábado de Setembro (24) um evento de boxe na Praia de Copacabana. Será a Copa Paulo Godinho, pois é “enciclopédia” da modalidade. Ao total, vamos fazer 20 lutas. E convidaremos Patrick Lourenço e Michel Borges, dois pugilistas da cidade, que vão participar das Olimpíadas, para serem os padrinhos do evento. Além disso, suas equipes são filiadas a ACB. A nossa ideia é ter arquibancada na praia, com expectativa de mil pessoas.

R13: Como aconteceu a parceria com a CBBP (Confederação Brasileira de Pugilismo Profissional) e quais os objetivos dela?

A.L.: A parceria com a CBBP era um sonho antigo, pois sempre tive como objetivo realizar lutas profissionais valendo cinturão no Rio de Janeiro. No dia 9 de maio, depois de nove anos sem lutas profissionais na cidade, trouxemos atletas de São Paulo para lutar numa grande competição em Niterói (RJ), com duas lutas profissionais entre paulistas e cariocas. O Mike Miranda, fundador da empresa promotora de boxe Mike Promotion Boxing e que trabalha junto com a CBBP, foi o nosso elo com a Confederação. Nossa ideia com a parceria é criar uma credibilidade e legalidade maior nas lutas profissionais. Para as lutas poderem subir direto para o BoxRec. Sei que o Mike Miranda e a própria Confederação fazem um trabalho sério e por isso confiamos neles.

R13: Qual o grande mote da existência da ACB, ou seja, a maior meta que vocês têm?

A.L.: Levantar o boxe amador e profissional do Rio de Janeiro. Pretendemos em 2018 realizar um evento de boxe por mês no Estado.

R13: De que maneira você acha que a ACB poderá estimular o crescimento do pugilismo no Rio?

A.L.: Por meio da realização de grandes eventos de boxe e a entidade também tem ajudado a transformar a vida de jovens marginalizados em grandes atletas. Já promovemos oito eventos de boxe só em 2016. Ao todo 12 competições (até o momento) já estão confirmadas no estado do Rio de Janeiro, com 51 equipes filiadas. Realizamos Curso de Primeiros Socorros, que é voltado para preparadores físicos, técnicos, árbitros e outras pessoas envolvidas no staff das lutas. E realizamos Curso de Arbitragem também. O Rio tem um material humano ótimo. Só faltavam mais eventos.
Além de formar atletas profissionais de boxe, a ACB dá aulas para crianças e mulheres, que queiram praticar a modalidade por diversos motivos. As crianças para terem maior concentração nos estudos, praticar exercícios e brincar. Já as mulheres preferem as aulas por causa de perda de calorias e para se livrar do stress do dia a dia.

R13: Mensagem final?

A.L.: Agradeço a honra de dar uma entrevista num site que é muito reconhecido e acessado por todos no Brasil. Site número um do boxe no país.

 

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