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Publicado em 23 de Dezembro de 2015 às 08h:06

Atitude da FIB, nos pesados, é o exemplo perfeito de como as entidades estão prejudicando o boxe!

AutorDaniel Leal

Imagem: twitter do campeão Tyson Fury (@Tyson_Fury)

Órgão sancionador “cumpriu suas regras”, mas jogou contra o esporte ao tirar título de Tyson Fury.

A Federação Internacional de Boxe, diferente do que deveria ser sua função, deu mais um golpe duro no esporte de luvas. Recentemente a entidade extirpou de Tyson Fury o seu cinturão da categoria máxima devido à cláusula de revanche contra Wladimir Klitschko ter sido acionada pelo ex-campeão, culminando em novo combate entre ambos no próximo ano. Isso porque, sem que ninguém pedisse, a FIB ordenou que Fury enfrentasse o número #1 de seu ranking, Vyacheslav Glazkov (21-0-1, 13 ko's), algo impossível, já que seu próximo compromisso, por questões contratuais, se dará contra Klitschko.

Com esta medida, a Federação conseguiu, mais uma vez, contribuir para o aumento do número de campeões, algo, notadamente, prejudicial a modalidade. Este movimento é antônimo a todo o “blá blá blá” das organizações do pugilismo mundial, que disseram fazer esforços para a unificação de seus títulos. Prometeram, se reuniram, convencionaram… Pra que?

Pior, o ucraniano Vyacheslav tinha embate apalavrado contra Deontay Wilder, em Janeiro de 2016, valendo o cetro CMB, aonde ocupa a 3ª colocação no tabelamento. Ou seja, a FIB conseguiu tirar uma cinta de uma disputa legítima, e o desafiante, da outra.

Agora Glazkov deverá combater Charles Martin (22-0-1, 20 ko's) por um campeonato vago, sem valor algum. Isso, claro, pois é um caminho muito mais fácil para se tornar campeão do mundo do que defrontar Wilder, que teve de escolher o polonês Artur Szpilka (20-1, 15 ko's), às pressas, para seu próximo compromisso.

Parabéns à Federação Internacional de Boxe, tantas vezes tão “flexível” em suas regras, e que agora simplesmente cospe na nobre arte ao fazer tanta questão de cumpri-las, criando mais um rei de papel.

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