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Publicado em 09 de Janeiro de 2016 às 16h:48

Pra que, Pacquiao?

AutorDaniel Leal

Imagem: Top Rank

Escolher Tim Bradley para encerrar a carreira é tão decepcionante quanto a aposentadoria de Floyd Mayweather.

 

Está certo. Dia 9 de Abril, em Las Vegas, o filipino Manny Pacquiao (57-6-2, 38 ko's) fará, diante de Timothy Bradley Jr (33-1-1, 13 ko's), sua despedida oficial dos ringues, pelo menos por enquanto. Este será o terceiro combate entre ambos. Pacquiao escolheu Bradley dentro de uma gama de nomes que incluíam, Terence Crawford, Ruslan Provodnikov, Amir Khan e até mesmo Adrien Broner.

O norte-americano, por sua vez, fará a segunda defesa de seu recém-reconquistado boldrié dos meio-médios pela OMB, que solenemente ignorou o número #1 de seu ranking, Sadam Ali, como desafiante obrigatório. Para Timothy, o negócio foi excelente, pois enfrentar o ex-melhor lutador libra-por-libra no mundo significa uma bolsa muito maior do que qualquer outro adversário lhe daria.

Mas, cá entre nós, Manny Pacquiao já não venceu Bradley duas vezes?

Sim, pois o primeiro combate entre ambos, em 2012, foi uma vergonhosa “vitória” nos pontos para o estadunidense, apesar de a margem que vi daquela luta ter sido menor á favor de Pacquiao do que a maioria da mídia. Na revanche, Manny não deu chances para Bradley.

“Ah, mas agora Tim tem o grande Teddy Atlas em seu córner!”

Sim, Teddy Atlas é muito bom, mas não é santo, para fazer milagres. Ele consertou algumas falhas de Bradley, visivelmente, para o último combate. Mas cabe lembrar, também, que o oponente era Brandon Rios, tão mal, mas tão mal, que já anunciou a aposentadoria ali mesmo, em cima do tablado.

Pacquiao também não está mais no auge, o que dá mais chances ao campeão OMB dos 66 kgs, que já teria uma probabilidade razoável em se tratando do bom pugilista que, de fato, é. Ele não venceu Juan Manuel Marquez, com muitos méritos, à toa. Porém Manny deveria ter escolhido algum oponente que incitasse mais os fãs. Crawford, supracitado, tornaria as coisas muitíssimo mais interessantes.

No final das contas, bem como Floyd Mayweather Jr. escolheu “aposentar-se” diante de um lutador mais fácil ainda do que Bradley (Andre Berto, em Setembro de 2015), esta escolha para a “despedida” de Pacquiao pode tratar-se de nada mais, nada menos que – conforme já falamos antes – um aquecimento para “MayPac II”. Aguardemos.

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