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Publicado em 27 de Janeiro de 2016 às 05h:48

Joaquim Carneiro enfrenta cazaque Turarov nos EUA

AutorLuigi F.

Imagem: Divulgação

Nesta sexta-feira, no Five Star Banquet Hall, no Queens, em Nova York, o brasileiro Joaquim Carneiro (22-6, 20 KOs) enfrenta o cazaque Zhankosh Turarov (17-0, 12 KOs). O combate, que terá em disputa o cinturão de campeão mundial na categoria dos meio-médios da Associação Nacional de Boxe, entidade que não faz parte das quatro grandes organizações reguladoras do esporte ao redor do mundo, marca a estreia de ambos os pugilistas no ano de 2016.

A luta marcará a sétima aparição de Carneiro no exterior. Nas experiências anteriores, o brasileiro acabou derrotado, sendo a última delas no ano de 2013, contra o argentino Luciano Cuello. Já Turarov, cuja maior parte da carreira foi feita com vitórias obtidas lutando na República Dominicana, não luta desde março do ano passado, quando venceu o colombiano Dunis Linan, em embate realizado na casa do rival.

“Estou preparado, vou dar o máximo de mim e fazer meu trabalho. Sempre recebi elogio pelas minhas lutas fora. Já lutei em vários países, fiz grandes lutas na Itália e em Portugal, onde na minha opinião fui prejudicado pelos juízes. Não saio do meu país para perder, vou mostrar minha raça, minha gana, quero colocar um sorriso no rosto da minha família. Tenho um amigo que já viu ele lutar, me deu umas dicas. Vi uns vídeos também, ele gosta de abaixar a guarda e brincar, e vamos ver como vai ser comigo. Sou canhoto, ele é destro. Vim para ganhar, com pensamento positivo, quero ganhar por nocaute”, declarou Carneiro em conversa com o Round13 ontem à noite.


Joaquim Carneiro e seu sparring Daniel Pinheiro. Imagem: Arquivo Pessoal

O brasileiro retornou aos ringues em abril do ano passado, após quase 1 ano e meio parado devido a um grave acidente sofrido nos dias que antecederam o Natal de 2013. “Sofri um acidente de moto, com 6 fraturas expostas. Estava de moto com minha esposa, uma mulher estava falando no telefone, avançou a preferencial e nos atropelou. Fiquei parado em 2014, voltei apenas em abril de 2015. Foi um acidente grave, ficamos sem andar um tempo. Meu médico me liberou no início do ano passado para voltar a treinar, e desde então vem me preparando. Voltei a competir ano passado contra alguns adversários inferiores, para que eu ganhasse ritmo de luta”, explicou o brasileiro. De acordo com ele, seu cartel no Boxrec está correto, porém, a luta informada como ocorrida em maio de 2014, na verdade, aconteceu em 2013. Segundo Joaquim, o vídeo da luta foi enviado ao site apenas em 2014, e até hoje não arrumaram a data correta. Ele diz que esse combate ocorreu antes de seu duelo contra Leibniz Moraes (nov/13).

Carneiro também é conhecido por ter sido o último pugilista a ter sido trabalhado por Abraham Katzenelson, manager que participou e guiou o lendário Éder Jofre a seu primeiro título mundial. “Tive o prazer de trabalhar e treinar com ele, nos fundos da academia. Ele pegava muito no meu pé, me cobrava demais. Foi um cara que gostei muito, foi meu avô, meu pai, foi alguém da minha família mesmo de consideração. Ele chegava super cedo pra me treinar, só ia embora quando eu acabava. Viajou para ver minhas lutas mesmo com mais de 90 anos, e sou muito grato a ele. Foi uma das melhores fases da minha carreira, fico emocionado de lembrar. Aprendi muito com ele”, relembra de forma emocionada.


Joaquim Carneiro e Abraham Katzenelson. Foto: Leonardo Wen

Por fim, o brasileiro agradeceu aos fãs, e reforçou o desejo de voltar com um bom resultado dos EUA. “Estou muito feliz com os compartilhamentos, com as pessoas comentando nas redes sociais e mandando recados para mim. Queria agradecer a todos e mandar um beijo para minha esposa Rita de Cássia e meus filhos Juan e Ruth. E também agradecer a vocês por me procurarem e me ajudar a divulgar meu trabalho. Se Deus quiser, vou dar um show. Quero levar essa vitória para o Brasil”, finalizou o brasileiro.

De acordo com Carneiro, ele mesmo fez as intermediações para o fechamento dos detalhes do contrato. Ele estará acompanhado, em seu córner, por Tiago Cabral e mais um colega que mora em Nova York. Por enquanto, não existe nenhuma transmissão confirmada para o Brasil.

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