Notícias

Publicado em 02 de Fevereiro de 2016 às 16h:38

Canelo lutará com Khan, ex-peso leve, em defesa de cinturão dos médios

AutorDaniel Leal


Foi anunciado pela Golden Boy Promotions, na tarde desta terça-feira, que o campeão dos médios pelo CMB, Saul “Canelo” Alvarez (46-1-1, 32 ko's), já sabidamente adiada sua luta mandatória perante Gennady Golovkin, colocará sua cinta em disputa diante de Amir Khan (31-3, 19 ko's), em Maio, mais precisamente no dia 7, na T-Mobile Arena, em Las Vegas. Vale a ressalva que muito se especulava que talvez Floyd Mayweather Jr. fosse estrear este novo espaço em um retorno ao boxe (os novos rumores apontam para o Barclays Center, mas esta é uma outra história, pra outro dia).

A questão é que Canelo fará a primeira defesa de sua coroa, no mesmo peso pactuado do combate em que tomou-a de Miguel Cotto: 70,3 quilos. Isto diante de um lutador cujo peso máximo alcançado na carreira fora de 66,7 kg.

Khan subirá, então, oficialmente, duas categorias para a contenda. A seu lado estará uma bela desvantagem física, porém, uma oportunidade de utilizar usa reconhecida velocidade nos punhos. Canelo é lento e tem muitas dificuldades com quem aplica golpes rápidos, vide a aula que tomou de Mayweather, em 2013.

Oscar De La Hoya, promotor do evento através de sua empresa, classifica o jovem mexicano, exageradamente, como a maior estrela do boxe atual. Em uma declaração afirmou que “aqueles que previram uma luta fácil para a primeira defesa, provaram-se errados novamente”. Será?

Em um cenário que tem Gennady Golovkin como adversário número #1, em um ranking com nomes como Chris Eubank Jr, David Lemieux, Peter Quilin, Andy Lee, e Daniel Geale entre seus elegíveis à disputa do mundial, e em uma categoria que ainda possui outros campeões como Billy Joe Saunders e Daniel Jacobs, tirar um meio-médio da cartola, por maior que seja a qualidade de Khan, torna-se, no mínimo, uma medida clara de proteção à Alvarez.

Por mais que Amir seja um pugilista de extrema qualidade técnica (seus dois cinturões mundiais, conquistado nos meio-médios-ligeiros demonstram isso), fica claro que foi escolhido por adentrar ao ringue bem para trás em relação ao peso do oponente. Os pontos positivos para ele são a bolsa enorme que receberá, e o fato de que, mesmo derrotado, o Conselho Mundial de Boxe não deve destituí-lo do posto de desafiante obrigatório, em sua divisão atual, cujo campeão, Danny Garcia, já o venceu, e pela via rápida.

Comentários