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Publicado em 27 de Março de 2016 às 18h:21

Arias lutará na China no próximo dia 11 de abril

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Autor Luigi F.

George Arias (Imagem: Arquivo pessoal) / Zhang Jun Long (Imagem: PABAonline.com)

Em evento que ocorrerá em Xishuangbanna, prefeitura autônoma da província da Yunnan, na China, o pesado brasileiro George Arias (56-15, 42 KOs) irá encarar o local Zhang Jun Long (12-0, 12 KOs), em combate previsto para 12 assaltos.

Campeão brasileiro desde 1998, Arias fará sua quarta luta consecutiva no exterior. Sem vencer um duelo fora do Brasil desde 2011, quando nocauteou Lisandro Diaz na argentina, George vem de série de três revezes seguidos. No ano passado, entre julho e novembro, acabou suplantado por Hughie Fury, Kubrat Pulev e Carlos Takam, igualando a pior série de resultados de sua carreira até hoje.

Entre 2002 e 2003, Arias já havia sofrido três derrotas seguidas. Naquela oportunidade, ele perdera para Fres Oquendo, Fabrice Tiozzo e Owen Beck. Na sequência, entretanto, George obteve vitórias no Brasil sobre Luiz dos Santos, o “Luizão”, e Daniel Frank. Depois disso, ele nocautearia Steffen Nielsen na Dinamarca, neste que foi um de seus mais expressivos resultados na carreira profissional.

Já Jun Long, apelidado de “Dragon King”, estreou no boxe profissional em 2012, aos 30 anos de idade. Contendo um cartel perfeito até o momento, o chinês fez toda a carreira lutando em seu país. Ele é apontado como o principal pugilista de sua nacionalidade na divisão máxima de peso no boxe profissional, à frente inclusive de seu compatriota Taishan Dong, que possui contrato com a Golden Boy Promotions.

Atualmente aos 41 anos de idade, o boxeador paulistano conversou com o Round13 antes de seu desafio no país mais populoso do mundo. Confira, abaixo, como foi a entrevista.

Round13: Como vem sendo sua preparação?

George Arias: Minha preparação está ótima, mantenho os treinos da mesma maneira que meu pai costumava me treinar, com prioridade em manoplas e escolinhas de combate.

Round13: Como surgiram as negociações para o combate contra o Jun Long? O que você conhece sobre seu adversário?

George Arias: Tenho o agente como amigo em comum no Facebook já há algum tempo, então ele entrou em contato comigo e começamos a negociar. Meu adversário está com 34 anos e possui um cartel invicto de 12 lutas todas por nocaute, tem 1,92 m de altura e já lutou em janeiro deste ano. Tem poucos vídeos dele na internet, mas o suficiente para poder estudá-lo.

Round13: Essa é a segunda vez na carreira que você acumula três derrotas consecutivas. Como está sua cabeça sobre este fato? Acha que é possível embalar uma nova série vitoriosa, assim como em 2003?

George Arias: Naquela época quando obtive três derrotas consecutivas foi muito difícil dar a volta por cima, mas consegui continuar treinando e seguir lutando. Para o meu pai não existia a frase "Eu não consigo, acabou...". A frase do meu pai era "Treina, aperfeiçoa, insiste, você consegue". E foi assim que continuei e ele me provou que tinha razão. E agora estou passando pelo mesmo problema, só que com três agravantes a mais: já estou com quase 42 anos; tenho que trabalhar paralelo aos treinos, então o descanso e a recuperação muscular não são mais os mesmos; e o principal: não tenho mais meu pai. Com o falecimento dele eu caí um pouco de produção. Claro que minha técnica está fazendo tudo que pode para revertermos esse quadro e espero que seja já nesta luta.


George e seu pai, Santo Arias, que faleceu em 2013. Imagem: arquivo pessoal

Round13: Existe alguma luta que você queira fazer no Brasil?

George Arias: Hoje meu maior desafio é conseguir ganhar uma luta fora do país. Estou focado nisso pois minha carreira está chegando ao término. Acredito que o que tinha que fazer no Brasil já foi feito ao longo desses 24 anos de profissão.

Round13: Considerações finais? Algum recado para os fãs?

George Arias: Quero agradecer a vocês por estarem sempre apoiando o esporte e ajudando os atletas na divulgação. Gostaria também de agradecer ao meu pai pela minha formação e pelos ensinamentos, minha filha Raquel e minha esposa Carla, por estarem comigo em todos os momentos da minha vida, inclusive nos momentos tristes, e às pessoas e público em geral que me acompanham e torcem por mim. Sem os torcedores o atleta não é nada. Muito obrigado, galera. Tudo de bom para todos.

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