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Publicado em 05 de Julho de 2016 às 05h:35

Marcelo Ferreira, o “Trovoada”, é único profissional brasileiro a obter vitória no exterior em Junho

AutorDaniel Leal

Veterano cruzador venceu combate na Espanha, e foi o único dos 4 pugilistas nacionais levados ao exterior que conseguiu sair vitorioso de seu compromisso. (Imagem: Arquivo Pessoal)

Já são comuns e infelizes as recorrentes notícias a respeito do resultado de brasileiros no exterior, com exceções cada vez mais raras. Tem sido um duro trabalho para nós digitarmos as linhas em que temos de informar que, mais uma vez, um atleta do Brasil foi superado lá fora. Não que seja indigno, ou inválido, que esses pugilistas tentem o sucesso em outros países, porém nada disso serve de alívio quando entusiastas – como somos – deparam-se com insucessos seguidos de nossos profissionais.

No mês de Junho, Julio Gonçalves e Waleria dos Santos não conseguiram obter êxito em suas apresentações no Uruguai, enquanto Joaquim Carneiro, em Los Angeles, também falhou em superar seu adversário. No entanto, um único boxeador tupiniquim conseguiu quebrar este paradigma: Marcelo Ferreira (22-10-1, 18 ko's), o popular “Trovoada”, conseguiu somar mais uma vitória a seu cartel no dia 4 de Junho.

Lutando na Espanha, país aonde reside, Marcelo suplantou o equatoriano Carlos Caicedo (4-11-1, 4 ko's), por pontos, de forma unânime, após seis assaltos pelejados no Ginásio Municipal de Olaz, Pamplona. Apesar do fraco retrospecto de Caicedo, fato é que “Trovoada” somou a 15ª vitória consecutiva, sendo 14 destas pela via rápida. Ele está invicto desde 2007.

O brasileiro, que é de Salvador, Bahia, já disputou o título local dos pesos-pesados. No Brasil foi campeão nacional dos meio-pesados, titular Mundo Hispano pelo CMB nos cruzadores e ainda chegou a somar o boldrié interino da União Mundial de Boxe no limite dos 90,7 kg quando Roy Jones Jr era o monarca linear da organização (que não faz parte do hall das grandes entidades que regem o Boxe atualmente). Em seu recorde possui êxitos em cima de nomes estrangeiros recorrentes por aqui, como Gerardo Soria e Saul “El Fenix Assesino” Farah.

Aos 42 anos, não podemos dizer que Ferreira é uma promessa, afinal, já é um veterano no esporte. Apesar disso tem, sem dúvidas, confrontos interessantes que ainda pode protagonizar por aqui e na América Latina. O fato é que, apenas por observar um brasileiro lá fora cuja luta não foi desenhada para seu adversário e vê-lo vencendo, já nos traz um alento e um fio de esperança, afinal, se foi possível para o Mestre Trovoada, pode ser possível para mais pugilistas. Que continue assim, e que cada vez mais possamos noticiar resultados positivos.

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