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Publicado em 26 de Junho de 2017 às 12h:10

Resultados do Boxe Parnaíba

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Autor Daniel Leal

Evento sucesso de público realizado em Santana de Parnaíba foi palco de cinco combates e teve resultados surpreendentes, como a derrota por nocaute do favorito Vitor Siqueira diante de Juliano Wognski. (Imagem: Ricardo Leite/CNB)

O Ginásio Armando Frediani, em Santana de Parnaíba, recebeu cinco combates profissionais na noite deste sábado. O público lotou as dependências do local neste dia de São João para conferir este que foi batizado como “Boxe Parnaíba”, e que pode ter sido o primeiro de alguns eventos do mesmo molde à serem realizados na cidade situada na região da Grande São Paulo.

No confronto de fundo da noitada, o médio-ligeiro Vitor Siqueira (4-1, 4 ko’s), então favorito, acabou sendo parado pelo curitibano Juliano Wognski (7-8-2, 4 ko’s), durante o terceiro round. Siqueira havia derrubado Wognski durante a primeira passagem e vencia, até ser surpreendido na terceira, ir a lona duas vezes e obrigar a interrupção das ações. Antes do imbróglio, já apontávamos para o fato de Juliano ter sido derrotado apenas por atletas de bom recorde, o que seria um balizador para o jovem promissor da International Boxing Group.

Na principal preliminar da noite, Gilberto “Yorubá” Pereira (14-5, 10 ko's) dividiu o quadrilátero com o duro Adonísio “Negrete” Reges (19-11, 13 ko's), no limite dos pesos-médios. Yorubá não teve vida fácil, mas conseguiu somar sua segunda vitória consecutiva ao vencer por decisão dividida com placares em 77-75 (duas vezes) e 75-77 para Reges.

Estivan Falcão (1-0, 1 ko's) estreou no boxe profissional de forma avassaladora. Logo de início foi para cima de Geovanni Rodrigues (4-3, 0 ko's) e fez o árbitro Walmir Giolli abrir duas contagens, ainda durante os três minutos iniciais. No segundo período, o irmão de Esquiva e Yamaguchi teve pouco trabalho para encerrar a contenda ao derrubar Rodrigues após boa combinação.

Emerson “Chumbo” Braz (4-1-1, 4 ko's) teve pela frente o aguerrido estreante Francisco Neves (0-0-1, 0 ko's), em disputa nos super-meio-médios. Braz foi descontado em dois pontos no último giro por cuspir o protetor bucal demasiadamente. Para completar, quase beijou a lona no referido intervalo. Ainda assim, saiu do ringue com um empate, após as pontuações serem anunciadas.

Abrindo as cortinas, Hygor Matheus (1-2, 1 ko's), favorito, acabou derrotado por Wendel Santos (1-0, 0 ko's), que garantiu a decisão unânime após quatro assaltos combatidos. Hygor começou melhor, mas sua falta de precisão e os socos potentes do adversário o fizeram perder o ritmo nos momentos derradeiros. Ele também teve um ponto deduzido na quarta rodada. Em três ocasiões Santos poderia ter tido a contagem aberta contra si. Apenas em uma dessas achei que, talvez, o árbitro Jorge Bueno, que tinha melhor ângulo do que o da câmera, poderia ter marcado o knockdown. O lance, é bom que se diga, foi difícil e interpretativo. Os scorecards apontaram 39-36, 39-38 e 38-37 (este último, idem ao do R13).

Vale a menção ao excesso de rounds empatados que os juízes no Brasil têm dado. No caso a cima, como é possível perceber, um dos árbitros pontuou dois, dos quatro, ou seja, metade de toda a luta, sem conseguir distinguir um vencedor. Apesar de não ser contra as regras, é uma norma convencional entre algumas das grandes entidades internacionais atualmente (OMB, CMB, FIB e AMB), que quando um de seus profissionais não consiga indicar quem venceu em dois a cinco dos últimos cem intervalos de três minutos pelejados e por ele julgados, este deve rever seus conceitos de pontuação. Não precisamos copiar tudo que é feito lá fora, mas esta pode ser uma norma importante á ser adotada, pois é boa para clarear resultados e confunde menos o grande público que começa a acompanhar cada vez mais o boxe brasileiro. Fica a sugestão.

O evento teve entradas francas e foi realizado em parceria entre a IBG e a Prefeitura de Santana de Parnaíba que tentou transmitir a programação através de sua página do Facebook, mas somente a luta de Estivan e o primeiro embate não tiveram interrupções forçadas. A supervisão ficou a cargo do Conselho Nacional de Boxe.

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