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Publicado em 07 de Julho de 2017 às 20h:08

OMB vai realizar junta de juízes para re-pontuar Pacquiao-Horn

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Autor Daniel Leal

Entidade convocará cinco jurados anônimos para refazerem a pontuação da luta. No entanto, quaisquer que sejam as marcações destes, NÃO MUDARÃO as papeletas oficiais. (Imagem: BoxingScene.com)

O presidente da Organização Mundial de Boxe, Francisco “Paco” Valcarcel, parece ter acatado pedido de revisão das pontuações da luta entre o australiano Jeff Horn e Manny Pacquiao, ocorrida no último dia 1º, que culminou na derrota do lutador filipino via decisão unânime e que gerou enorme polêmica no cenário do pugilismo.

Uma organização oficial do governo das Filipinas havia solicitado aos sancionadores do título mundial dos meio-médios em jogo, que revissem as papeletas dos juízes Waleska Roldan (117-111), Chris Flores (115-113) e Ramon Cerdan (115-113), o que foi aceito.

Com isso, cinco jurados anônimos reverão o combate e pontuarão à sua maneira. Um round, no entanto, só será considerado para um dos lutadores quando ao menos três dos julgadores concordarem e assim a OMB chegará a um tabelamento final para o imbróglio.

Valcarcel, porém, foi enfático ao declarar publicamente que este placar não tem poder algum para alterar o vencedor do confronto – no caso, Horn. Ainda que a junta convocada pelo órgão aponte Pacquiao sobressaindo, o resultado oficial não pode ser revertido e o cinturão seguirá com o atleta da Austrália, isso porque a Organização não tem poder para mudar a decisão dos juízes, que é sempre soberana.

A única forma de reverter o que foi anunciado em Brisbane seria se ficasse comprovado, com apresentação de provas, defesa e julgamento, que houve fraude durante o processo de marcação da luta – tais como pagamento de propina, ou outras formas de corrupção – ou se algum dos contendores fosse pego no doping.

No final das contas, o score que o conselho da OMB apontar servirá mais para os fãs saberem o que a entidade pensou sobre o embate, do que para qualquer outro fim, afinal, existe uma cláusula de revanche entre as partes, com a qual o próprio presidente supracitado já concordou, aprovando uma nova edição da contenda. Em outras ocasiões, essas convocações de jurados para remarcarem uma disputa de título serviram, exatamente, para que os sancionadores solicitassem revanche imediata obrigatória, ou não, em casos de decisões polêmicas da arbitragem.

Pacquiao-Horn ainda gera discussões na internet. Em nossa última live através do Facebook, discutimos os pormenores das marcações dos jurados e da nossa, que foi um empate em 114-114.

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