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Publicado em 06 de Março de 2008 às 00h:00

A fantástica fábrica de sonhos!

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Autor Daniel Leal

Sonho é coisa séria, já dizia um amigo querido. A fábrica de chocolates do senhor Wiily Wonka produzia o que as crianças queriam, o chocolate. É certo que este resultado era oriundo do trabalho praticamente escravo dos Oompa-Loompas, aqueles anõezinhos sem vida social. Pode parecer uma besteira sem tamanho, mas pra mim, o boxe é como a fábrica do senhor Wonka, mas não produz um doce, produz sonhos. Parece-me pertinente dizer, inclusive, que os pugilistas não passam de Oompa-Loompas.

O boxe é apaixonante como chocolate, que no momento em que alguém experimenta, jamais se esquece.  A nobre arte entranha-se no atleta no mesmo nível que o derivado do cacau torna o chocólatra dependente, como um ópio, mas que só dá prazer, sem ter que pagar um preço alto.

O mundo do esporte de luvas é uma fantástica fábrica de sonhos, mas é real. Tão palpável e tão cruel, ao mesmo tempo. Todos os pugilistas têm que trabalhar vinte e quatro horas por dia, bem como os funcionários da fábrica de chocolate do mundo da fantasia. A diferença é que eles mesmos são as encantadas crianças que visitam a fábrica. Nela, em vez do doce, procuram sonhos, e só o trabalhador mais dedicado consegue o que quer.

Em vez do rio de chocolate, poderíamos ter um rio de dinheiro e fama, gerados pela nobre arte e sua popularidade mundial. O objeto de desejo do atleta não pode ser totalmente materializado. Uma vida melhor para a família, a casa para a mãe, o futuro dos filhos, ou um monte de mulher gostosa. Estes desejos são como o chocolate para as crianças, porém mais sérios. E como já dizia Ben Parker (tio de Peter Parker, o Homem-Aranha): Um grande poder traz grandes responsabilidades. Por isso que nossas “crianças” são, ao mesmo tempo, também os Oompa-Loompas do conto antigo.

Perseguir o sonho de ser o maior requer um pouco de criança, uma ajuda de Willy Wonka (que pode ser representado pela figura do empresário), e muito do trabalho de seus funcionários semi-escravos. Se o boxe fosse um produto tão fácil de ser achado como as crianças o fazem no rio de chocolate, este não teria graça. É por isso que a nobre arte é uma Fantástica Fábrica de Sonhos.

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