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Publicado em 03 de Janeiro de 2016 às 09h:00

Muito além da toalha jogada: a história de Eduardo Reis

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Autor Luigi F.


Eduardo Reis (esq.) acerta Yavuz Ertuerk na polêmica luta em Regensburg, na Alemanha. Imagem: Alexandre Gorodnyi

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Ao longo dos anos, filmes sobre o boxe mexeram com o imaginário dos fãs ao redor do mundo, e serviram tanto para atrair adeptos ao esporte, quanto para encher de esperança aqueles menos favorecidos. Apesar dos diferentes personagens e até mesmo das circunstâncias em si, um enredo comum costuma ser o que mais faz sucesso. De um lado, um boxeador simples, pobre, sem condições ideais de treinos e de suporte para a prática de sua atividade. Do outro, um adversário maior, mais forte, mais bem preparado, suportado por pessoas poderosas. O desfecho, com um final feliz, dá a todos a lição de que basta o suor, o trabalho duro e a força de vontade para se atingir tudo o que se quer na vida. Afinal, nada como uma disputa entre duas pessoas, num quadrilátero de cordas, sob as aperfeiçoadas e evoluídas instruções, derivadas das regras do Marquês de Queensberry, para mostrar que tudo na vida é possível, e que o boxe é o esporte mais democrata de todos.

A história que contaremos agora tinha tudo para ser mais uma dessas com enredo água com açúcar. Mas, infelizmente, o seu desfecho é mais uma triste página na história do boxe brasileiro, que sofre com tantos atentados realizados contra si, numa narrativa que se aproxima muito mais do gênero do suspense, ou do terror, do que com o aclamado estilo dos filmes eternizados por Rocky Balboa.

A matéria de hoje é muito mais do que um artigo, ou uma narrativa. É também um desabafo daqueles que não aguentam mais ver o boxe brasileiro passando por esse tipo de situação. É uma tentativa de dizer “chega”. E é por isso que pedimos aos nossos leitores que compartilhem essa matéria através da hashtag #NãoViemosPraPerder . Vamos fazer uma corrente para que o episódio que vocês lerão abaixo seja cada vez menos recorrente na história do nosso boxe.

Onde tudo começou

Iremos contar hoje a história de Eduardo Pereira dos Reis (24-3, 18 KOs), ou “La Dinamita Reis”, apelido do nosso personagem principal, que teve a infelicidade de protagonizar um verdadeiro absurdo no início dessa semana. Mas o começo disso tudo não foi no dia 29 de dezembro, apesar de essa ser a data que a maioria das pessoas passaram a saber da existência desse lutador oriundo de Osasco, cidade localizada na região metropolitana de São Paulo.


Eduardo Reis nos tempos de amador. Imagem: arquivo pessoal.

“Comecei a treinar em 2004, aos 14 anos. Era um projeto social na minha cidade, na academia do Adilson ‘Maguila’ Rodrigues. Treinei por dois anos e somente em 2006 estreei como pugilista amador”, contou Eduardo sobre seu início na nobre arte. Longe de apresentar o brilhantismo de boxeadores que foram seus contemporâneos, como os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão, o osasquense teve uma carreira amadora mediana, fazendo o mesmo trajeto que muitos brasileiros percorrem no boxe olímpico. Com participações nos campeonatos tradicionais, como a Forja dos Campeões, Jogos Abertos do Interior e Estímulo Kid Jofre, Eduardo somou algo entre 19 e 20 vitórias em suas 30 exibições amadoras, ou seja, nada fora de série, como define o próprio Eduardo.

Profissionalização e primeira derrota no exterior

No dia 21 de dezembro de 2008, já desiludido com o boxe amador e querendo ir logo para o profissional, onde poderia buscar mais chances, Eduardo se profissionalizou, no mesmo dia que completou 19 anos de idade. Depois disso, uma carreira desenrolada integralmente em solo nacional, onde colecionou 13 vitórias e 1 derrota, em lutas que ocorriam entre intervalos de até 11 meses, o que é comum para a maioria dos boxeadores brasileiros que não contam com patrocínios e um suporte adequado de promotores e agentes sérios.

Em junho de 2014, veio a primeira experiência no exterior, em derrota para Noah Zuhdi nos Estados Unidos, após não retornar para a disputa ao final do 4º assalto. “Eu só fui por causa da grana. Eu precisava do dinheiro, pois sempre treinei sozinho, e não tinha mais condições. Entrei em contato com os promotores lá fora, com a ajuda do meu irmão que fala inglês e fechamos essa luta. Tive que correr atrás de tudo sozinho, visto, documentação, e não tive nenhum apoio da Prefeitura de Osasco, mesmo pedindo um auxílio para comprar vitaminas e suplementos. Quando cheguei lá, até vinha fazendo uma boa luta, mas lesionei a costela no 3º round, comecei a sentir muita dor, e aí pedi para parar”, conta Eduardo.

A estreia no exterior, mesmo com um revés, trouxe visibilidade. E a partir daí, cansado da burocracia e da falta de apoio, “La Dinamita” resolveu tomar as rédeas da situação. Para isso, passou a se autopromover, conciliando os papéis de manager e pugilista.

“Minha carreira só andou mesmo a partir daí. Fui administrando tudo de junho de 2014 até a minha última luta no Brasil, conseguindo 11 vitórias. Foi aí que surgiu a proposta para essa luta na Alemanha”, narrou o pugilista na tarde de ontem em conversa com o Round13.

Entrando numa fria

Contatado por telefone por Mauro Katzenelson, Eduardo viu a grande oportunidade bater à sua porta. O desafio era uma luta na cidade de Regensburg, na Alemanha, contra o turco Yavuz Ertuerk (21-1, 17 KOs), em disputa válida pelo cinturão intercontinental dos leves pela FIB. Desempregado, o brasileiro não hesitou em aceitar a disputa após analisar os vídeos do oponente e checar o cartel do mesmo no Boxrec, afinal, acreditou não se tratar de um adversário fora de série, não era nenhum bicho de sete cabeças, apesar de não ser um mau boxeador.

“Era a minha chance de fazer um título internacional, de ter uma projeção, ou quem sabe de disputar um título grande no futuro, ou de algum promotor olhar e apostar em mim. O Mauro me ligou, falou que era a chance de eu me projetar e perguntou se eu aceitava. Depois de pesquisar, eu aceitei. Comecei a me preparar, a montar a estratégia. Além disso, vi que ele (Ertuerk) estava acostumado a lutar em categorias mais pesadas, enquanto eu comecei como peso pena, e só depois fui subindo. Lutar nos leves seria fácil para mim, enquanto ele ficaria muito fraco para conseguir chegar no peso”, contou Eduardo.

O sonho do brasileiro foi tão grande quanto a dedicação para os treinos. Com corridas e treinos físicos diários, Eduardo, assim como nos filmes de Hollywood, achou que poderia compensar toda a falta de estrutura e de apoio com a força de vontade. Contando com a ajuda dos colegas de profissão Tiago do Carmo e Sergio Carvalho, Reis se preparou dia e noite para o evento que poderia mudar todo o destino não apenas de sua carreira, mas de sua vida.

Ele mal sabia, entretanto, que era apenas uma peça em todo o teatro e arapuca armados no teatro Antoniushaus, na cidade de Regensburg, na Alemanha. Mas, antes de chegarmos ao desfecho dessa triste história, vamos contar um pouco mais de algumas circunstâncias e capítulos que fizeram parte desse trágico filme.

“O Mauro me mandou o contrato, que na verdade era só uma folha, e depois me mandou um e-mail dizendo que a bolsa seria de 6 mil dólares, e com a data da luta. Mandei meu passaporte e as coisas certinho ao Mauro, que estava intermediando. E o Mauro mandou minhas informações para o Tito Modesto, um argentino que estava negociando com os promotores do evento. Anunciaram a luta no Boxrec, e na sequência o Mauro me disse que eu tinha que bater no peso super-pena, que o Tito e o promotor estavam falando que a luta seria no super-pena, mesmo com tudo sendo anunciado para o peso leve. Depois o Mauro me falou que o promotor só tinha comprado uma passagem, e que eu não poderia levar meu treinador. Como eles já iriam levar uma equipe da Argentina, ele disse que o Tito, iria comigo. Já que eu falo espanhol, nem me preocupei, achei até mesmo que seria bom ter um treinador experiente para me fazer companhia. O que eu não sabia, é que o Tito Modesto havia prometido um boxeador para cair no 3º round”, continuou Eduardo sobre o episódio.


Eduardo Reis na Alemanha. Imagem: arquivo pessoal.

O osasquense saiu da cidade de Guarulhos, em São Paulo, no dia 26, um dia após o Natal. Sem conseguir levar seus treinadores, o paulista fez escala em Salvador, na Bahia, e Madrid, na Espanha, antes de chegar a Munique, na Alemanha, onde encontrou com Dalibor Ban, promotor do evento. “Ele só falava alemão, ou sei lá que língua que era, acho que era alemão mesmo. E eu falei que só falava português e espanhol. Nem sabia que horas que era, pois eu estava confuso e perdido com o fuso horário. Só sei que o cara demorou pra caramba pra me levar pra comer. Primeiro quis passar no teatro onde seria a luta, somente depois ele enfim me levou pra comer alguma coisa”, declarou o brasileiro sobre seus primeiros momentos em território germânico.

Após jantar um peito de frango, com salada e uma Coca-cola light, Eduardo foi para o hotel com Ban, que sugeriu que o brasileiro se pesasse. “Pesei 59,4 kg no hotel, e aí ele falou pra eu parar de comer, pois a luta seria no peso super-pena. Eu avisei que seria no peso leve, pois era isso que estava no Boxrec, mas ele me disse que o site estava errado, e que seria uma categoria abaixo”, contou Reis.

No dia seguinte, Eduardo foi para a pesagem. Após concluir o procedimento, que foi acompanhado pelos profissionais da FIB, o brasileiro conta que retornou ao seu quarto, onde se alimentou apenas de coisas que havia trazido do Brasil, como paçoquinha, bolacha e um soro. Nesse dia, também foi apresentado a Daniel Taddia, um argentino que fora enviado no lugar de Tito à Alemanha. “Eu até achei que o Tito era o Sr. Taddia, pois o Mauro havia me dito que eu seria acompanhado por ele. O Daniel Taddia me contou que o Tito não foi porque pegou uma chuva forte no Rio de Janeiro, e acabou perdendo a conexão. Mas na minha opinião, ele não foi mesmo para evitar problemas para ele, pois ele prometeu um lutador para perder, mas não combinou isso comigo”, conta Eduardo.

No dia da luta, o brasileiro conta ter tomado café e almoçado com o Sr. Taddia, antes de realizar os exames médicos pré-luta. Por volta das 20h, ele diz que foi buscado, juntamente com os demais pugilistas, treinadores e membros da FIB, por um ônibus, seguindo em direção ao local do evento.

Eduardo Reis x Yavuz Ertuerk: a hora da verdade (ou melhor, da mentira)


Eduardo x Ertuerk. Imagens: Alexandre Gorotnyi

Era chegada a hora que Eduardo tanto esperou. Tantos anos de dedicação ao esporte enfim valeriam a pena. O brasileiro deixou tudo em cima do ringue. Dominante, ele vinha vencendo todos os rounds, como é possível observar no vídeo publicado no Youtube. Após 3 assaltos, Reis vencia com certa tranquilidade, levando vantagem nos momentos de trocas francas de golpes e também no controle da distância. Seu sonho nunca chegou tão próximo de virar realidade quanto ao final do 3º round. Então, o que Eduardo jamais esperaria, mudou o destino daquela luta, durante o 4º giro da disputa.

“Eu vi a toalha passando por cima de mim, e não entendi nada. Editaram o vídeo, mas tinha um monte de turco perto do meu córner. O pessoal começou a vaiar, a torcida me aplaudia. O Taddia foi obrigado a jogar a toalha. Ele achou que eu entregaria a luta, mas em momento algum antes do combate nós conversamos sobre isso. Eu entrei lá sem saber de nada. Fui 100% querendo vencer aquela luta, senti como se tivessem arrancado isso de mim”, conta Eduardo. “O Taddia me disse, depois da luta, que se não tivesse feito aquilo, eu jamais chegaria a São Paulo de volta. Pelo que me disseram, os patrocinadores do Ertuerk são da máfia turca. O Dalibor Ban ficou revoltado com o Tito, pois o argentino falou pra ele que mandaria alguém para perder. Ele disse que jamais imaginou que iria alguém para ganhar”, finalizou sobre o triste desfecho do embate.

O brasileiro, porém, não sabia que os desgostos e os absurdos ainda não tinham acabado. “Depois da luta, o Dalibor Ban foi ao meu quarto e me disse que a bolsa era de 6 mil dólares, mas que me pagariam 10 mil dólares pelo ocorrido, tipo um ‘cala-boca’. Só que aí quando ele foi pegar o dinheiro, o mafioso não quis dar, pois eu tinha batido no atleta deles. No dia seguinte de manhã, quando o Ban buscou eu e o Taddia no hotel, ele disse que ainda estava sem o dinheiro, pois o banco estava fechado. E depois ele levou a gente pra um lugar estranho, que tinha uns caras mal-encarados na porta, onde ele foi tentar pegar o dinheiro com um agiota. Depois disso, ele deixou o Taddia no aeroporto, nos despedimos, e chegou a hora de eu receber o meu dinheiro”, conta Eduardo. “Ele veio com 2 mil euros, e falou que depositaria o resto depois. Eu falei que não tinha culpa do que ocorreu, que eu queria o meu dinheiro. Daí ele começou a me convidar pra ir jantar fora do aeroporto. Eu já estava achando tudo muito estranho, comecei a entrar em desespero. Quando eu vi, comecei a chorar. Eu queria ir embora, dava pra ver que eram pessoas perigosas. Não aceitei o dinheiro, ele apenas pegou meus dados e o número da minha conta. Eu só queria voltar para o Brasil”, finalizou o osasquense.

Eduardo passou a virada do ano novo dentro do avião de volta para seu país natal. Chegou em Guarulhos, São Paulo, na manhã do dia 1º de janeiro. À essa altura, sua história já havia repercutido através das matérias do Round 13 e do blog do Daniel Fucs, além de todos os comentários nas redes sociais.

“O Mauro me ligou e eu perguntei a ele se ele estava maluco, onde já se viu me colocar numa furada dessas. Ele pediu 1001 desculpas, disse que foi enganado pelo Tito e que não sabia. Ele tinha me dito desde o começo que era pra eu ir pra ganhar, e falou que a culpa era do Tito. Depois da matéria do Daniel Fucs, ele me ligou novamente, falando que a culpa não era dele, e eu respondi que só estou contando a verdade para quem me perguntou sobre o que ocorreu”, disse Eduardo.

Questionado sobre seu relacionamento com Tito Modesto, o brasileiro foi enfático em afirmar que não conhece o argentino. “Eu nunca vi esse cara na minha vida. Tenho ele no Facebook, mas nunca conversamos, nem sei quem ele é. Depois da luta, ele me mandou uma mensagem escrito ‘hola amigo’, querendo puxar assunto, mas jamais respondi, estou puto com ele”, respondeu.

Apesar de ter sido o responsável por jogar a toalha, Daniel Taddia não teve culpa alguma na opinião do lutador brasileiro. “Ele também entrou de gaiato. Não sei a fama dele na Argentina, mas comigo ele foi muito correto, tirando esse negócio da toalha, que ele só fez pra me proteger. Se tivesse derrubado aquele cara (Ertuerk) e ganho a luta, só Deus sabe o que poderia ter acontecido com a gente lá. Quando cheguei aqui, mandei um e-mail para ele agradecendo”, disse Eduardo.

“Eu sei que do ponto de vista legal, eu não tenho estrutura nenhuma. Para ir atrás de um advogado desportivo, só se eu fosse um cara de nome, ou se pagasse caro. Acredito que seja possível até buscar um recurso para anular o resultado dessa luta, mas eu sou pequeno. Não tenho recursos para fazer nada a respeito”, lamenta o boxeador brasileiro, que ainda segue na esperança de receber os valores da bolsa a ele prometidos, e que, de acordo com Eduardo, estão no contrato assinado antes da luta. “No aeroporto, ainda na Alemanha, o Dalibor Ban me disse que me pagaria até a próxima terça-feira. Ontem a noite mandei meus contatos para ele novamente, as informações da minha conta bancária, e ele me respondeu com os links das matérias aqui no Brasil, e perguntou se eu estava maluco de divulgar tudo isso. Eu respondi a ele que louco era ele de trabalhar com gente assim, que eu só queria meu dinheiro, pois fiz o meu trabalho e sou honesto. Até agora não recebi nenhum centavo, e depois disso ele não falou mais comigo. Agora é aguardar pela boa vontade dele de me pagar”, contou o brasileiro.

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O triste desfecho deste episódio precisa servir de lição. Não é de hoje que histórias como essa acontecem, e infelizmente, não é mais novidade que o protagonista seja nascido em terras tupiniquins.

É preciso dar um basta. É preciso profissionalizar. É preciso ser mais responsável.

Mas, acima de tudo, é necessário que os culpados sejam investigados. Caso contrário, o episódio desta semana será apenas mais um.

As denúncias reportadas acima pelo pugilista Eduardo “La Dinamita” Reis foram alvo não apenas dessa matéria, mas de diversas outras. A luta em questão foi uma disputa de cinturão intercontinental da FIB, uma das quatro grandes organizações que regem o boxe mundial nos dias de hoje.

Até quando isso vai continuar acontecendo? Até quando os filmes brasileiros de boxe serão, em sua maioria, mais dignos de histórias policiais, de terror, ou de comédia (de péssimo gosto, por sinal), do que histórias de superação e de conquistas? Até quando os responsáveis continuarão sorrindo, impunes, enquanto a nobre arte brasileira agoniza na fila de uma UTI?

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E agora?

Enquanto ainda não sabe o que fazer do futuro, Eduardo pensa em buscar um emprego. Quer aproveitar 2016 para ser realista. Ele sabe que sem um manager, sem um agente, e sem pessoas sérias se preocupando com sua carreira, a chance de conseguir sobreviver apenas do boxe é diminuta. Já recebeu, após a luta da Alemanha, uma proposta para se apresentar na Argentina, a qual afirma que irá recusar.


Eduardo Reis. Imagem: arquivo pessoal.

Daqui em diante, ele garante que só sairá do país se receber uma proposta boa financeiramente, contra um adversário parelho, com uma boa estrutura por trás, managers e promotores conhecidos e respeitados, e com a presença de seus treinadores. "Seria uma utopia?", se pergunta o próprio Eduardo.

Por enquanto, ele quer descansar. Brincar com sua cachorra, cuidar dos seus passarinhos. E esperar para que a repercussão desse episódio possa lhe trazer coisas boas.

“As pessoas têm que entender que nem sempre a gente é um Popó da vida. As pessoas costumam criticar bastante, mas elas têm que saber que existem histórias por trás da gente. Muitos lutadores ficam jogados às traças, e ele vai pra fora por necessidade mesmo, às vezes só com um prato de arroz e feijão na barriga, sem técnico, sem nenhuma vitamina. Já ouvi muita gente dizer, inclusive um ex-treinador, que eu não chegaria a lugar nenhum”, conta Eduardo.

“Sempre quem me apoiou foram meus amigos, Tiago do Carmo, Sérgio Carvalho, Raphael Filizzola, além da minha família. São as pessoas que sabem da minha índole, da minha conduta. No Brasil tem muito lutador que passa por isso. Tem muita briga, muito ego nos bastidores, e isso só atrapalha. Temos que trabalhar em prol do boxe. Agradeço muito ao Round 13 pela atenção, e todos os outros jornalistas. Vocês vêm me dando muita atenção e espero que toda a repercussão traga algo de positivo. Muito obrigado. Agora é seguir em frente. Firmeza na rocha”, finalizou o pugilista brasileiro.

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Para quem quiser entrar em contato com o pugilista Eduardo Pereira dos Reis, oferecer alguma forma de patrocínio, de ajuda, ou apenas se solidarizar com o mesmo, basta entrar em contato com ele através de seu perfil do Facebook, clicando neste link.

Não esqueçam de compartilhar essa história para que nunca seja esquecida. Afinal, assim como Eduardo, #NãoViemosPraPerder .

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