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Publicado em 26 de Março de 2016 às 00h:04

Parabéns, Eder Jofre! Especial de 80 Anos: Parte IV

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Autor Luigi F.


Imagem: Folhapress / UOL Esporte

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Parte IV: O Retorno e a Consagração

O Retorno de um Campeão

Nove anos. Esse era o tempo dedicado à nobre arte profissional quando Eder se aposentou pela primeira vez. A dura rotina de treinos, a dificuldade para atingir o peso dos galos que o acompanhara durante toda a carreira, as derrotas contestáveis para Harada, em embates que Eder jura até hoje que jamais perdeu, e a falta de suporte do público brasileiro ao chegar em São Paulo após o segundo revés diante do oponente japonês pesaram, uns mais e outros menos, para que o “Galo de Ouro” se aposentasse prematuramente, com pouco mais de 30 anos de idade.

E nos primeiros meses após se afastar do esporte que se dedicara a maior parte da vida, Jofre dividia o tempo entre a companhia da família e as apresentações Brasil afora em espetáculos de circo, onde fazia exibições nos eventos organizados por sua tia Olga Zumbano. Olga, mais uma pessoa da família Zumbano a brilhar no mundo das lutas em nosso país, chegou a ser intitulada como a “Rainha do Ringue”, e foi pioneira nos eventos de telecatch no Brasil.

O boxe brasileiro, apesar da ausência de seu maior ídolo, ainda tinha alguns motivos para sorrir. Nos Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, por exemplo, Servílio de Oliveira se consagraria como o primeiro boxeador nacional a conquistar uma medalha olímpica. Lutando na categoria mosca, Servílio chegaria até as semifinais daquele torneio, sendo derrotado pelo lutador da casa, o mexicano Ricardo Delgado. O paulista, que chegou a ser conhecido como “Eder de Ébano”, se manteve como único medalhista olímpico do Brasil até 2012, quando Esquiva Falcão, Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo retornaram dos Jogos de Londres com medalhas no peito.

Já no campo pessoal, Jofre e Cidinha comemorariam a chegada do segundo fruto de seu casamento, dessa vez uma menina: Andrea nasceria em agosto de 1968. E foi, dentro de casa, que surgiu uma das motivações para o retorno de Jofre aos ringues. Vivendo uma rotina de aposentado, Eder passava uma boa parte de seu dia no lar. E, como conta a história, um dia foi questionado por seu filho mais velho, Marcel: “Pai, você não trabalha?”. Apesar de explicar ao pequeno filho que fora o maior ídolo que o Brasil já tivera nos ringues de boxe até pouco tempo antes, aquilo mexeu com o instinto de Eder.

E, no início de 1969, Jofre decidiu retornar a lutar. E não era apenas isso. Dessa vez, ele lutaria como peso pena, uma divisão acima. Eram oito libras (ou 3,7 kg) a mais para Jofre poder manter de peso, sem se preocupar tanto com a balança como nos tempos no limite dos galos, eliminando um dos incômodos que a carreira lhe trazia.


Eder (dir) vs Corona (esq). Imagem: boxing.com

O retorno oficial ocorreu em agosto de 1969, exatos 3 anos e 88 dias após a derrota na revanche para Harada. O oponente escolhido para o retorno foi o mexicano Rudy Corona, boxeador que já havia encarado antigos rivais de Jofre, como Joe Medel e Manny Elias. Mesmo com alguma dificuldade para encontrar a distância após tanto tempo afastado das disputas oficiais, Jofre precisou de apenas seis rounds para mandar o mexicano para a lona, retornando com o pé direito. Essa seria sua única peleja naquele ano.

Em 1970, Eder lutaria quatro vezes. Depois de superar por pontos o italiano Nevio Carbi, foi a hora de se reencontrar com Manny Elias, aquele mesmo que Eder empatara em 1965, no intervalo entre as duas derrotas para Harada. Dessa vez, Elias não conseguiria ser tão competitivo quanto antes, e Jofre venceria por decisão unânime. Ainda no mesmo ano onde o Brasil conquistaria seu tricampeonato na Copa do Mundo de Futebol, Eder superou o mexicano Roberto Wong e o italiano Giovanni Girgenti.

Entre 1971 e 1972, Jofre subiu ao ringue mais 9 vezes, obtendo nove sucessos. Já eram 13 lutas e 13 vitórias desde o retorno, o que impulsionava o cartel do brasileiro para incríveis 70 combates, com 64 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. Chegava a hora de tentar, mais uma vez, conquistar o mundo.

Eder Jofre vs Jose Legra: A Consagração

A tentativa de Eder reconquistar um cinturão de campeão mundial foi agendada para o dia 5 de maio de 1973, um sábado, em Brasília, mais precisamente no Ginásio de Esportes Presidente Médici (atual Ginásio Nilson Nelson).


Eder (direita) vs Legra (esquerda). Imagem: Estadão

Dessa vez seu adversário seria o cubano Jose Legra, que se radicou na cidade espanhola de Barcelona. Conhecido como “Pocket Cassius Clay”, Legra era frequentemente comparado pela mídia especializada como uma versão mais leve de Muhammad Ali, o lendário peso pesado por quem Eder jamais escondeu sua admiração. Com um cartel de 145 lutas realizadas até aquela data, com 132 vitórias, Legra detinha o boldrié de campeão mundial dos penas pelo CMB. Esta era a segunda vez que o cubano/espanhol possuía a honraria. Em 1968, ele conquistara o título contra Howard Winstone, mas seria destituído na primeira defesa, ao ser derrotado por Johnny Famechon. Em dezembro de 1972, ele superou o mexicano Clemente Sanchez, reconquistando a cinta.

Se na primeira vez que Eder foi campeão mundial, contra Eloy Sanchez, ele era apontado como favorito antes da luta, dessa vez a situação era diferente. Apesar de lutar em casa, Jofre iria enfrentar um rival mais novo, mais alto e habituado a lutar entre os penas há muito mais tempo. Legra tinha 30 anos de idade, contra 37 de Eder. Além disso, seus 1,73 m de altura garantiam uma vantagem de 9 cm sobre o brasileiro, sem contar a envergadura.

O duelo foi brutal. Diante de um público de 25 mil pessoas, entre elas o então presidente do Brasil Emílio Garrastazu Médici, Jofre e Legra fizeram um combate dos mais duros, alternando bons momentos. Eder começou melhor, ganhando os dois primeiros rounds. No final do terceiro, foi fortemente atingido pelo espanhol, chegando a sofrer uma queda. Jofre voltou com tudo no quarto, matando qualquer possibilidade de Legra tentar manter o embalo do assalto anterior. Os dois boxeadores continuaram batalhando por 15 assaltos. O resumo geral é de que Legra conectou mais golpes, porém, Jofre foi mais técnico e buscou mais a luta.

Com scores de 148-143 e 146-141 a seu favor, além de um empate em 143-143, Eder obtinha para si uma decisão majoritária. Doze anos e meio após conquistar o mundo como peso galo, o eterno “Galo de Ouro” agora vencia o título entre os penas, trazendo uma alegria gigantesca para a população de um país que, naqueles tempos, vivia o auge da repressão durante o governo militar. O momento final da vitória de Eder foi narrado pela transmissão realizada naquela tarde pela Rede Tupi de Televisão, conforme transcrição abaixo, pelo grande radialista e narrador Walter Abraão:

(Legra) é um grande campeão mas encontrou aqui um outro cidadão cuja estirpe é insuperável. Final de luta. Final de luta. Eder Jofre é festivamente abraçado, é invadido o ringue, e ele é levantado como campeão. [...] Eder Jofre, campeão mundial de pesos pena”.


Imagem: Folhapress / UOL Esporte

O final da carreira

Jofre derrotaria, nos meses seguintes, o chileno Godfrey Stevens e o americano Frankie Crawford, antes de fazer, em outubro, a primeira defesa de seu cinturão dos penas pelo CMB contra o mexicano Vicente Saldivar.

Saldivar fora campeão mundial da categoria entre os anos de 1964 a 1967, detendo tanto o título do CMB, quando da AMB. Após se aposentar, o mexicano retornou aos ringues em 1969, derrotando Legra por pontos. No ano seguinte, ele venceria novamente o título dos penas pelo CMB ao bater Johnny Famechon, mas perderia o cinto na primeira defesa, contra Kuniaki Shibata. Após um hiato de pouco mais de 2 anos sem lutar, Saldivar desembarcaria em Salvador, na Bahia, para ser o primeiro adversário de Jofre pelo recém-conquistado cinturão.

Nessa época, Kid Jofre já estava muito adoecido. Sem suportar ver seu pai sofrer e com a saúde debilitada, Eder entrou decidido a não demorar muito. E conseguiu. Jofre venceria Saldivar por nocaute no quarto round, com belo golpe de esquerda, em duelo que marcaria a aposentadoria definitiva do mexicano dos ringues.

O ano de 1974, entretanto, seria um dos mais tristes da vida do brasileiro. Logo no dia 23 de março, seu pai, Aristides “Kid” Jofre, faleceria após adoecer em função de um câncer no pulmão. Como já ressaltamos anteriormente, Kid Jofre foi uma das principais figuras na trajetória do maior boxeador brasileiro de todos os tempos, e apontado, pelo próprio Eder, como o grande responsável por tê-lo feito chegar onde chegou. Um dos maiores técnicos em ação em território brasileiro, Kid tinha 67 anos quando faleceu.

Nos bastidores do boxe, Eder também acabou sofrendo outra grande decepção com o esporte. Após problemas extra ringue entre seus empresários Abraham Katzenelson e Marcos Lazaro, Jofre não obedeceu ao prazo dado pelo Conselho Mundial de Boxe para defender sua coroa diante do venezuelano Alfredo Marcano, e foi destituído de seu cinturão no tapetão. O título seria conquistado, no mês de setembro, pelo norte-americano Bobby Chacon, que derrotou Marcano por nocaute técnico e levou para casa o boldrié vago.

Eder lutaria apenas uma vez em 1974, contra Niliberto Herrera, em dezembro. Ele voltaria aos ringues apenas em fevereiro de 1976, contra Enzo Farinelli. O “Galo de Ouro” faria ainda mais 5 lutas naquele ano, vencendo todas. A última delas foi contra o mexicano Octavio “Famoso” Gomez, a quem Eder suplantou por decisão unânime em 12 giros. E foi no dia 8 de agosto de 1976, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, que o Brasil veria, pela última vez, Jofre lutar profissionalmente, chegando a um cartel de 75 vitórias, 52 delas por nocaute, 4 empates e 2 derrotas. Após o falecimento de seu irmão Dogalberto, que passara a trabalhar em seu corner após o falecimento de seu pai, uma verdadeira pá de cal cairia em cima do nosso Eder. Ele perdera a vontade de lutar.

E em fevereiro de 1977, em carta e coletiva de imprensa organizada em São Paulo, Eder anunciaria a sua despedida em definitivo da nobre arte. A Rádio Jovem Pan foi uma das que cobriu aquele momento, dando espaço para Jofre dar sua declaração e explicar o motivo de sua aposentadoria.

Acontece que eu achei melhor parar assim, quando todos ainda estavam acreditando em mim, que eu pudesse chegar de novo ao título mundial, do que parar servindo de escadinha para muitos pugilistas, entende? Então, o nome que eu fiz durante todo esse tempo, durante todos esses anos de luta, que são 26 anos, eu não quis jogar fora. Há pouco me perguntaram: ‘Por que você não fez uma despedida dos ringues?’. Eu falei: ‘Não fiz, porque se eu fizesse, iria querer fazer com uma disputa de título mundial’. E como eu precisaria reorganizar as coisas técnicas pra poder me dedicar de novo para um título mundial, então eu preferi parar assim, fazendo uma carta de agradecimento a todos vocês”, declarou Eder. Questionado pelos jornalistas sobre os momentos mais tristes de sua vida até aquela data, Jofre daria um depoimento emocionado. “O mais triste foram as mortes, de meu pai, de minha mãe e de meu irmão. Fora, naturalmente, meu avô, minha avó, a família em si. Mas, quando meu pai morreu, eu morri um pouco também junto, sabe...”.


Eder e seu pai, Kid Jofre. Imagem: Estadão

Há vida após o Boxe: os anos de Eder desde a aposentadoria até hoje

Após pendurar as luvas, Eder passou um tempo curtindo a vida de aposentado. Ter uma rotina mais simples, passar mais tempo com a família, poder se alimentar com menores restrições, poder dormir até tarde. Um campeão do calibre de Eder Jofre havia tido, até então, pouco tempo para desfrutar dessas coisas, uma vez que sua total dedicação havia sido ao pugilismo e aos sacrifícios necessários para que se possa sobreviver dele.

Tendo sido orientado pelo pai durante toda a vida sobre a importância de ter cuidado com o próprio patrimônio e as finanças pessoais, Eder conseguiu viver da renda de seu patrimônio durante o resto da vida. Apesar do boxe naquela época não movimentar as mesmas cifras milionárias que os dias atuais, Jofre nunca enfrentou dificuldades financeiras após ter deixado o boxe, tendo um patrimônio suficiente para seu bem-estar e estilo de vida, que jamais foi perdulário.

Eder sempre foi uma pessoa que ajudou ao próximo, tendo colaborado com muita gente durante a vida e sendo reconhecido como alguém de bom coração. Isso, aliado à fama e reconhecimento da população, fez com que alguns políticos ficassem de olho para atraí-lo para seus partidos. Na década de 80, Jofre manifestou o desejo de sair como candidato, e foi questão de tempo até que recebesse um convite do Partido Democrático Social (PDS). Após alinhar que não queria nenhuma dor de cabeça na nova profissão, e que iria se candidatar para ajudar a população, e não apenas ser um fantoche, Eder concorreu às eleições de vereador na cidade de São Paulo em 1982. Após receber mais de 20 mil votos, ficou como primeiro suplente em sua chapa, e deu entrada na vida política. Mesmo sem cargo de fato, Jofre iniciou, nessa época, alguns de seus trabalhos.


Eder nos tempos de vereador. Imagem: Folhapress / UOL Esporte

Em 1986, quando o vereador Celso Matsuda se tornou Secretário Municipal do Abastecimento, Eder assumiu a vaga de Celso. O mandato durou até 1988, quando Jofre foi candidato à reeleição. Recebendo pouco mais de 9 mil votos, ele acabou eleito pela legenda, dessa vez como vereador efetivo desde o princípio. Em 1989, após algumas discordâncias, mudou para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), sendo reeleito novamente em 1992 e 1996. Nas eleições de 2000, após alguns desgastes internos no partido, Eder acabou não se reelegendo, e optou por deixar a vida política, após 18 anos.

Pouco tempo depois, foi convidado por um amigo para dar aulas de boxe na Fórmula Academia, rede de academias da capital paulista. Ocupando parte de seu tempo com uma de suas maiores paixões, Jofre ficou lá por cerca de 2 anos, até que a rede mudou de dono e ele acabou não continuando a dar aulas.

Com o passar dos anos e a idade, alguns problemas de esquecimento passaram a fazer parte do cotidiano de Eder. A situação, porém, aumentou exponencialmente a partir de 10 de maio de 2013, data em que sua esposa Cidinha faleceu. O stress, tristeza e depressão após o falecimento da esposa fizeram com que os problemas na memória aumentassem. Após ficar internado logo depois do falecimento de Cidinha, Jofre foi diagnosticado com Mal de Alzheimer, passou a morar na casa da filha Andrea e conviver com um tratamento bastante complicado, tomando diversos remédios todos os dias.

A situação seguiu deteriorando-se por alguns meses, até que, em 2014, após indicação de Bernardino Santi, médico da Confederação Brasileira de Boxe, Marcel, filho mais velho de Eder, procurou o neurologista Renato Anghinah, um dos principais pesquisadores sobre a encefalopatia traumática crônica, doença degenerativa progressiva anteriormente conhecida como demência pugilística. Após estudos e exames, Eder foi diagnosticado com a doença, que é causada pela liberação da proteína tau no cérebro quando há impactos recorrentes na cabeça. A prática de esportes de contato com sucessivos danos no local aumenta a probabilidade da doença se propagar. O diagnóstico correto fez com que a quantidade de remédio que Eder ingere diariamente reduzisse bastante, o que melhorou seu humor e fez com que o quadro geral deixasse de piorar, apesar dos danos à memória infelizmente não terem volta.


Marcel, Eder e Andrea. Imagem: arquivo pessoal / Reprodução Facebook

Presença certa nos eventos de boxe realizados no Brasil até os dias atuais, Eder vive em São Paulo, com sua filha. Seu filho mais velho, Marcel, é casado com Janete. Ele possui um filho do primeiro casamento, chamado Eder Jofre Neto, que está com 16 anos. Além disso, atualmente espera o segundo filho, dessa vez uma menina, já que sua esposa Janete está grávida de 4 meses. Já Andrea é casada com Antônio Oliveira. Ela tem dois filhos do primeiro casamento, Axel e Lanika. Além disso, Oliveira também possui dois filhos de seu casamento anterior, Sidney e Bárbara. Já Bárbara tem dois filhos, Nicolas e Maria Vitória. E essa é a família mais do que especial que tem a honra de ter, entre os seus, um dos maiores lutadores da história do esporte.

Reconhecimento Mundial


Eder estampa a capa da The Ring. Imagem: Reprodução

Ao longo dos anos, diversas foram as homenagens que Eder recebeu mundialmente. Ele é regularmente citado como um dos melhores pesos galo da história, além de entrar nas listas de melhores lutadores de todos os tempos. Seguem abaixo, algumas das principais honrarias e homenagens que nosso Jofrinho já recebeu:

- 1992: entrou para o Hall da Fama do Boxe Internacional (IBHOF) – Nova York
- 1996: 9º na lista dos 50 maiores boxeadores dos últimos 50 anos- The Ring Magazine
- 2002: 19º na lista dos 80 maiores boxeadores dos últimos 80 anos – The Ring Magazine
- 2003: 85º maior puncher da história do boxe mundial – The Ring Magazine
- 2006: Maior peso galo de todos os tempos – International Boxing Research Organization
- 2007: 36º maior boxeador de todos os tempos – ESPN.com
- 2009: 2º maior boxeador sul-americano de todos os tempos – The Ring Magazine
- 2009: Maior peso galo de todos os tempos – BoxingScene.com
- 2012: Maior boxeador da Década de 60 – The Ring Magazine
- 2014: Maior peso galo de todos os tempos – Conselho Mundial de Boxe
- 2014: Foto de Eder Jofre passa a ilustrar o cinturão dos galos do Conselho Mundial de Boxe, ao lado de Carlos Zarate
- Associação Mundial de Boxe: seu “super-cinturão” na categoria dos galos é chamado de “Cinturão Eder Jofre“
 

Eder Jofre – 80 Anos

No dia de hoje, nosso maior ídolo, o maior boxeador brasileiro de todos os tempos, completa 80 anos de idade. Ao longo desse mês, relembramos seus principais momentos neste especial de quatro partes, que se encerra no dia de hoje.

Infelizmente, somos um povo de memória curta, para o bem e para o mal. Apesar de ser regularmente conhecido e reconhecido pelos aficionados pela nobre arte, Eder já não possui a mesma fama que outrora. Situação que muito provavelmente seria diferente caso ele tivesse outra nacionalidade cujo histórico de cultuar ídolos do passado não se perde entre as gerações.

Ao longo deste mês, vocês puderam relembrar um pouco da carreira de uma das maiores figuras esportivas de nossa história, cuja vida em breve deverá ser retratada no filme “10 segundos”, projeto de Thomas Stavros, que, de acordo com Marcel Jofre, está em fase final de planejamento. A ideia é que seja lançado no segundo semestre de 2016.

O Round13 deixa essa pequena lembrança ao maior pugilista brasileiro de todos os tempos e maior peso galo da história do boxe mundial com bastante orgulho. Aproveitamos para desejar feliz aniversário ao nosso eterno “Galo de Ouro”, ídolo-mor de nosso esporte tão amado. E também deixamos o desejo de que sua história jamais seja esquecida. Um homem que, impulsionado por seu pai, colocou o Brasil no lugar mais alto do mundo, fazendo com que nosso país fosse conhecido internacionalmente no universo do boxe. Um homem que elevou a história do mais nobre clã de boxe brasileiro ao mais alto nível. Um homem que foi brilhante e completo dentro do ringue. Um homem do mais elevado caráter fora dele. Um artista dos mais talentosos na arte de atacar e defender com os punhos. Um filho que orgulhou os pais, um marido apaixonado, um pai exemplar. Um gênio. Único. Simplesmente, Eder Jofre.


Imagem: Evelson de Freitas / Estadão

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