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Publicado em 11 de Janeiro de 2016 às 20h:15

Um dia grande para o boxe

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Autor Daniel Leal

O Round13 viu o filme e te conta porque você deveria estar já na fila do cinema para assistir “CREED”.


Imagem: Divulgação

Faltam poucos dias para que o longa “CREED – Nascido para Lutar” finalmente estreie nos cinemas brasileiros. Muito mais que um filme sobre boxe, a película traz o legendário Rocky Balboa treinando Adonis Johnson, o filho de seu maior rival, e amigo, Apollo Creed. E não, este fato não é suficiente para classificá-lo como uma bela peça da sétima arte. A atuação de Sylvester Stallone (recém-coroado com o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante), e o enredo, muito bem trabalhado, é que são dignos de prêmio.

Sem spoilers, podemos dizer que, como comum nos primeiros capítulos da saga “Rocky”, este compêndio ultrapassa o pugilismo como tema central, apesar de andar de mãos dadas com o mesmo. Seus personagens usam a nobre arte para perseguir seus anseios, e isso os torna mais fortes, bem como sua união. Cada qual à sua maneira, Balboa e Adonis usam o melhor que o esporte pode nos dar para, enfim, progredirem como seres humanos. No fim das contas é disto que o boxe é feito. O filho bastardo de Apollo busca a felicidade se dissociando do nome do pai, mesmo sabendo que o instinto de luta que lhe corre nas veias é o que o move. Rocky não buscava mais nada, e isto fará todo o sentido do mundo quando estiver acompanhando esta trajetória.

Vale ressaltar que “Creed” conta com a participação de atletas profissionais desempenhando papéis importantes, tais como Andre Ward, Gabriel Rosado (que protagoniza uma luta incrivelmente realista, gravada em uma única tomada) e o britânico Tony Bellew – conhecido dos brasileiros por ter batido Julio Cesar “Gaspar” dos Santos, em 2014 – que interpreta “Pretty” Rick Conlan, campeão mundial dos meio-pesados e melhor lutador “pound-for-pound” no universo em que se dá a trama.

Portanto você, fã da nobre arte que nos acompanha, vá ao cinema preparado para divertir-se e emocionar-se, como em todos os filmes anteriores da saga do “Garanhão Italiano”, porém sem os clichês da série. Não se esqueça que longas-metragens como este fazem muito bem ao boxe, sendo qualquer estreia de Balboa nas telonas (ainda mais na melhor interpretação da vida de Stallone) um marco para o pugilismo.

Ontem, ao ganhar seu tão merecido Golden Globe, “Sly” agradeceu a seu amigo imaginário. Nós é que agradecemos você, por ter nos apresentado a ele.

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