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Publicado em 17 de Junho de 2016 às 14h:00

Zumbano treinará com Wilder novamente e avisa: “Aceito a luta contra Arias”

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Autor Daniel Leal


O agora ex-campeão brasileiro conversou com nossa equipe sobre a derrota para Lino Barros, sua contratação como parceiro de treinos novamente de Deontay Wilder para a luta diante de Chris Arreola e uma nova disputa do cinturão brasileiro contra George Arias, o que significaria uma das maiores contendas possíveis nos pesos-pesados dentro do Brasil. (Imagem: Caio Lima)

Faz duas semanas, praticamente, que Raphael Zumbano (38-13-1, 31 ko's) sofreu uma derrota dura para Laudelino Barros (39-3, 31 ko's), em Osasco, Grande São Paulo. “Dura” não por ter sido nocauteado ou levado uma grande surra, o que não ocorreu, mas por toda a rivalidade e títulos em jogo. Além de não conseguir o cinturão Internacional da pouco falada UBF, o paulistano perdeu seu título brasileiro da CBBP e não capturou a cinta vaga do CNB. Algo difícil de se digerir para qualquer profissional.

Mas, apesar deste revés, seu nome, ao que tudo indica, continua bem cotado lá fora. Novamente a equipe do campeão mundial dos pesados pelo CMB, Deontay Wilder, contratou Zumbano como parceiro de treinos visando sua defesa de título diante de Chris Arreola, em 21 de Julho. “Será meu sétimo título mundial seguido pelo Conselho Mundial de Boxe, as últimas seis eu trabalhei e esta será a sétima.”, declarou o brasileiro com exclusividade ao Round13.

Raphael encontrará o staff de Wilder na semana que vem, no Alabama e pode participar, indiretamente, de uma derrota de Arreola pela terceira vez. “Ele ganhando do Arreola, fica três a zero em cima do Arreola, as duas que eu treinei com o Bermane e agora o Wilder, vai ficar 3 a 0, goleada”, brinca.

Sobre a decisão unânime em que foi superado por Barros, Zumbano não tem muito à dizer e admite a derrota: “No boxe sobem dois, só um sai vencedor, aquele dia foi ele. Não tem muito o que falar, naquele dia ele foi melhor que eu. Eu não acharia justo se o Lino tivesse perdido, ficasse inventando desculpas, tirar o brilho da minha vitória, então eu não vou tirar o brilho dele. Eu tinha um plano, não sei se ele tinha um, mas na luta ele quebrou o meu plano, então ele simplesmente foi melhor, total mérito dele, da equipe dele, do treinador dele, o Washington (Silva), parabéns pra eles. Eles quebraram a minha estratégia, eu e meu córner tentamos ajustar, mas não conseguimos, ele foi superior, não tem desculpa nenhuma não”.

Um assunto que não poderia deixar de ser abordado é o futuro do título dos pesados, que passa, invariavelmente pelo também ex-campeão George Arias. Conforme já abordamos previamente, Arias perdeu seu título do Conselho Nacional de Boxe, sem lutar, e muitos no meio afirmam que, com a aposentadoria de Lino Barros, o mais lógico seria um confronto entre os dois ex-detentores do reinado.

Sobre este que seria mais um grande evento para o pugilismo nacional, Raphael foi enfático: “Que eu saiba o Arias não é nenhum ET, nenhum ser de outro mundo, então por que não uma luta contra ele? Eu luto com qualquer um, já provei isso, não escolho adversário nenhum. É só fazer o desafio, pagar minha bolsa, marcar dia e horário. Com o Laudelino foi assim, marcou dia e horário e eu estava presente. Contra o Arias é a mesma coisa, e eu me prepararia pra essa luta como me preparo para qualquer uma, ou seja, como se fosse um título mundial, como sempre faço. A minha luta mais importante é sempre a próxima!”

Arias Vs. Zumbano seria muito interessante e importante para os fãs e o boxe brasileiro, tal qual foi a contenda entre Raphael e Lino. Se George estiver disposto, só cabe aos empresários e promotores tirarem ela do papel. Este seria um imbróglio que facilmente poderia ser colocado junto com outros combates hipotéticos que já especulamos anteriormente. Que aconteça, se for da vontade de ambos os atletas.

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