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Publicado em 24 de Janeiro de 2018 às 15h:02

Mesmo com defesa em Abril, Murata ainda enfrentará Esquiva, em Julho

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Autor Daniel Leal

Notícia de que japonês defenderia o cinturão AMB dos médios antes de confrontar o brasileiro causou dúvidas em relação à chance dos medalhistas olímpicos se enfrentarem no boxe profissional neste ano, mas, segundo seu manager, está tudo dentro do planejado. (Imagem: Top Rank/Montagem R13)

O fechamento do combate entre o nipônico Ryota Murata (13-1, 10 ko's) e o italiano Emanuele Blandamura (27-2, 5 ko's) pegou a mídia nacional e internacional de surpresa nesta semana, afinal, esperava-se que o japonês colocasse em jogo pela primeira vez seu cinturão AMB dos médios diante do brasileiro Esquiva Falcão (19-0, 13 ko's), e não frente ao europeu, atual décimo colocado no ranking da referida entidade.

No entanto, o planejamento segue o mesmo, pelo menos segundo o manager de Esquiva, Sergio Batarelli, ao ser questionado por nossa equipe a respeito. “Segue tudo na mesma, diferente do que alguns disseram, não muda nada, só a data, que passa de Junho, pra Julho, pra que ambos possam se preparar de forma mais adequada”, declarou.

Batarelli ainda disse que esta informação lhe foi confirmada pela própria norte-americana Top Rank, e que a promotora japonesa Teiken, parceira dos estadunidenses, foi autorizada a realizar este confronto antes do embate de risco frente ao lutador tupiniquim. A ideia é capitalizar a popularidade de Murata em sua terra natal (a luta será em Yokohama), antes da revanche da final dos Jogos Olímpico de Londres, em 2012, quando Ryota bateu Esquiva por apenas um ponto, de forma bastante polêmica.

Sendo assim, a estratégia promocional mantêm-se. Se o capixaba vencer Salim Larbi (20-8-2, 7 ko's) na Califórnia em 10 de Março, e o monarca do Japão mantiver sua coroa contra Emanuele em 15 de Abril, o contrato já deverá ser assinado na sequência. Contando que são dois enfrentamentos de baixa probabilidade de derrota para ambos, continua sendo muito provável e permanece apalavrado que Falcão e Murata, finalmente, tirem a teima na vertente remunerada da Nobre Arte, em Julho, nos Estados Unidos, valendo, dessa vez, um cetro mundialista.

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