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Publicado em 13 de Janeiro de 2018 às 11h:42

Shields vence mais uma invicta, defende títulos e deve mudar de categoria

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Autor Daniel Leal

“T-Rex” teve pouco trabalho para vencer Tori Nelson na noite desta sexta e defender seus cinturões CMB e FIB das super-médios. A mulher que está revivendo o boxe feminino nos EUA quer agora retornar para os 72,5 kg e desafiar Christina Hammer. (Imagem: Stephanie Trapp/Showtime)

A bicampeã olímpica e detentora das cintas das supermédios do CMB e FIB, Claressa “T-Rex” Shields (5-0, 2 ko's), teve pouco trabalho para manter seus boldriés na noite desta sexta, no Turning Stone Resort Casino, em Verona, Nova Iorque. Ela dominou a então invicta Tori Nelson (17-1-3, 2 ko's), obtendo êxito por decisão unânime após vencer os dez assaltos em todas as marcações dos três jurados (100-90).

Nelson foi valente, mas acabou tornando-se a segunda pugilista seguida a ter sua invencibilidade quebrada por Shields. Em Agosto de 2017, a norte-americana já havia suplantado Nikki Adler por nocaute técnico, roubando-lhe o recorde sem derrotas após dezesseis aparições, além do título do Conselho Mundial de Boxe, que até aquele momento pertencia à Adler.

Sem mais adversárias à altura, Claressa deve descer às pesos-médios. Ela já atuou nesta divisão, mas quer se testar novamente para encarar a alemã Christina Hammer (22-0, 10 ko's), até o final do ano. Vale lembrar que Hammer detém os cinturões CMB e OMB da categoria.

“T-Rex”, como é conhecida, tem se destacado por ser a headliner em eventos da Showtime, ou seja, a atração principal da noite neste canal de TV. Os EUA viviam um hiato muito grande de mulheres chamando a atenção para a vertente feminina da Nobre Arte desde o retiro de Laila Ali, Ann Wolfe, e as quedas de desempenho de Christy Martin e Mia St. John.

O destaque à Claressa Shields prova que as coisas podem estar começando a mudar para o boxe feminino em território estadunidense. Sendo este o maior mercado do mundo do pugilismo e o Brasil tendo seu único título mundial atualmente nas mãos de Rose Volante (OMB, peso-leve), é válido ficarmos de olho nesta ascensão que pode elevar esta vertente do pugliato a um novo patamar.

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