Pós-Luta

Publicado em 27 de Novembro de 2016 às 04h:22

Gênio! Loma faz Walters desistir por simplesmente não ver saída para a derrota iminente

Foto do autor

Autor Daniel Leal

Vasyl Lomachenko é tão genial que faz seus oponentes perderem a vontade de lutar! Foi isso o que aconteceu na noite deste sábado, quando Nicholas Walters não quis mais continuar após 7 rounds sendo dominado. (Imagem: Xinhua/Li Muzi)

O ucraniano Vasyl Lomachenko (7-1, 5 ko's) é hoje, sem dúvidas, o mais completo pugilista, tecnicamente falando, no mundo todo, em todas as categorias. No entanto, esperava-se que o jamaicano Nicholas Walters (26-1-1, 21 ko's) representasse um desafio maior, que tornasse sua performance mais difícil de encher os olhos do público em relação às recentes vitórias. Mas o que se viu na peleja válida pelo título mundial dos super-penas, versão OMB, ocorrida no Cosmopolitan, em Las Vegas, foi totalmente o oposto.

Amplamente superior desde o soar do primeiro gongo, Lomachenko humilhou Walters, que não encontrou o campeão durante todo o tempo em cima do ringue. De início estudado, para posterior ação de ampla vantagem do atleta da Ucrânia, o combate representou bem quem manda na divisão até 58,9 kg.

Esquivas e sua já notada movimentação garantiram à Vasyl a justa alcunha de “Hi-Tech” que vem carregando – não existe, hoje, calçador de luvas com recursos tão avançados quanto os seus. O “Axe-Man” bem que tentou, jogando sempre um golpe no corpo na curta distância, mas não conseguiu lograr nenhum êxito. E após sete rodadas de puro estrelato de Loma, Nicholas resolveu, junto a seu córner, que era o suficiente: Não voltaria ao oitavo round.

No momento da interrupção da luta, minha contagem marcava 70-63 para o atual rei das 130 libras, demonstrando o abismo já formado. Walters será julgado como covarde, mas não pode-se dizer que sua decisão careceu de lógica. De fato, ele não tinha a menor chance de vitória que não viesse de sua notável pegada. Somente um nocaute salvaria a noite do jamaicano, que colocou a culpa pela desistência, e consequente derrota, em sua inatividade de 11 meses, cuja a responsabilidade é, unicamente, dele mesmo. Terá que lidar, de agora em diante, com uma má fama fenomenal, principalmente junto à quem promove o boxe pelo mundo. Ninguém quer um “arregão”, um “estraga espetáculo”, em sua programação.

Se o desafiante não entregou o que prometera, o monarca, por outro lado, fez seu trabalho com a excelência de sempre. Lomachenko consolida-se como um dos maiores da atualidade, e briga pelo trono de “pound-for-pound king”, ou seja, o melhor entre os melhores, lado a lado com Gennady Golovkin, Roman “Chocolatito” Gonzalez, Andre Ward, Terence Crawford e Saul “Canelo” Alavarez. O especulado desafio contra Manny Pacquiao poderia colocá-lo diretamente no cargo de maior boxeador dentre todos os pesos, em caso de vitória.

O evento desta noite, que contou com a exibição de imagens de outras três contendas, teve transmissão para o Brasil, ao vivo, direto dos EUA, pelo SporTV, com comentários do sempre pertinente Daniel Fucs.  

Comentários