Pós-Luta

Publicado em 10 de Dezembro de 2016 às 23h:35

Resultados dos pesados neste sábado!

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Autor Daniel Leal

Em um dia recheado de eventos, os pesos-pesados já fizeram sua parte. Valendo títulos mundiais, Anthony Joshua e Joseph Parker venceram em casa e mantiveram-se invictos. O primeiro, porém, nocauteou de forma impressionante. O segundo venceu por pontos, de forma polêmica. (Imagem: Montagem R13 - Pulse+PhotoSport)

Joshua segue devastador, de olho em Klitschko

Anthony Joshua (18-0, 18 ko's) cumpriu as expectativas e venceu Eric Molina (25-4, 19 ko's), por nocaute técnico no terceiro round, agora a pouco, em Manchester, Inglaterra. Confirmando não só a segunda defesa de seu cinturão dos pesados pela FIB, como também um 2017 promissor, com Wladimir Klitschko, que estava na plateia, muito provavelmente em seu caminho.

Joshua passou os dois primeiros assaltos estudando um assustado Molina. Encontrando o melhor timing e distância sem a menor pressa e nenhuma pressão imposta por seu contendor. O britânico teve todo o tempo do mundo para preparar um devastador terceiro giro que destruiu o estadunidense.

Com um direto potente, fez com que Eric caísse apoiado à esquina vermelha. O desafiante quase não se levantou. Mesmo de pé, Molina pouco teve o que segurar, e, levando uma saraivada de golpes, acabou sendo salvo pelo árbitro, pendurado nas cordas, semiacordado.

Vitória destruidora de Joshua, mas nada além do que já se aguardava, até pelo fato de já ter batido boxeadores melhores, ou mais resistentes. Seu nome, porém, cresce e impressiona cada dia mais. Se a superluta diante de Klitschko confirmar-se, veremos a maior contenda da categoria máxima da nobre arte nos últimos anos e se o inglês vencer, alça diretamente ao estrelato. Diferente de seu compatriota, Tyson Fury, Anthony parece ser alguém que aguenta o fardo de ser um superstar, o que pode ser de fundamental importância para o esporte.

Na semifinal de maior destaque da noite, os pesados Dillian White (20-1, 15 ko's) e Dereck Chisora (26-7, 18 ko's) se socaram durante 12 assaltos em uma guerra de muita vontade de atacar e pouca de se defender, ou de se poupar. Sem muita técnica, mas empolgando o público, trocaram bombas e bons momentos entre si a toda hora. Apesar de diversas vezes parecerem bambear, nenhum dos pugilistas foi ao solo e a decisão ficou a cargo dos árbitros que com papeletas em 115-114 (Chisora), 115-113 e 115-114 (White) proclamaram Dillian como vencedor por decisão dividida.

Ainda no evento, em preliminar válida pelo título dos super-moscas da AMB, o panamenho Luis Concepcion (35-5, 24 ko's) foi com o cinturão e voltou para casa sem, ao ser batido por Khalid Yalafai (21-0, 14 ko's) via decisão unânime após uma violenta e brigada, porém dominada, disputa. Depois de 12 assaltos, as marcações apontaram vitória unânime de Yalafai com marcações em 120-108 (duas vezes) e 117-110. Concepcion, de qualquer forma, já havia perdido o boldrié ao não bater o peso. Já Khalid conquistou seu primeiro cetro mundialista na carreira.

O ex-campeão interino da AMB, da categoria máxima, Luis Ortiz (27-0, 23 ko's) bateu tanto em David Allen (9-2-1, 6 ko's), da Inglaterra, que fez o árbitro encerrar as ações após 7 rodadas. O cubano fez sua segunda contenda em um mês, após a fraca exibição diante de Malik Scott. O inglês Scott Quigg (32-1-2, 24 ko's), por sua vez, retornou de sua primeira derrota profissional com uma vitória ao subir de categoria para pelejar contra o duro mexicano Jose Cayetano (20-5, 9 ko's), valendo o boldrié Internacional da AMB. Quigg aplicou nocaute espetacular sobre Cayetano durante o nono round, com duríssimo gope de direita aplicado junto ao córner. O atleta do México quis continuar, mas foi impedido pelo árbitro.

A estrela irlandesa Katie Taylor (2-0, 1 ko's) fez sua segunda disputa profissional e venceu a brasileira radicada na Suiça, Viviane Obenauf (9-2, 4 ko's) de forma decepcionante, apenas nos pontos. Já os invictos Callum Smith (22-0, 17 ko's) e Conor Benn (6-0, 4 ko's), filho do legendário Nigel Benn, mantiveram suas invencibilidades, e com nocaute, diante de Luke Blackledge (22-3-2, 7 ko's) e Steven Blackhouse (1-5-1, 1 ko's), respectivamente.

A programação foi ao ar, ao vivo, para o Brasil, através do EI MAXX e também da fanpage oficial do Esporte Interativo no facebook.

Na Nova Zelândia, vitória apertada e polêmica do novo campeão Parker!

O neozelandês Joseph Parker (22-0, 18 ko's) sagrou-se campeão mundial dos pesados pela OMB ao bater por decisão majoritária o americano Andy Ruiz Jr. (29-1, 19 ko's), depois de 12 assaltos complicados. Os scores em 114-114 e 115-113 (duas vezes) demonstram esse equilíbrio e também geram polêmica, sem dúvida, para os próximos dias.

A Vector Arena, em Auckland, Nova Zelândia, assistiu um ótimo começo de Ruiz. Foram cinco assaltos causando medo nos espectadores que torciam pelo ídolo local. Diminuindo o ritmo, Andy acabou abrindo espaço para as investidas de Parker, que pouco a pouco foi se recolocando na luta. Ambos precisavam dos pontos dos últimos giros.

Sem dúvidas que as marcações dos jurados e o fato do evento ter sido sediado na casa de Parker farão com que a Top Rank envie protesto formal por uma revanche à Organização Mundial de Boxe. Um novo confronto entre ambos, portanto, deve ser o caminho mais natural no momento.

Jeff Horn (16-0-1, 11 ko's), que, como dissemos, esta cotado para viajar aos EUA visando um combate frente a Manny Pacquiao no ano que vem, tomou um susto, mas superou Ali Funeka (39-6-3, 31 ko's) por nocaute técnico no sexto assalto. Ele acabou caindo ao soar do gongo do segundo round, devido a uma cabeçada. A queda, no entanto foi contabilizada como um knockdown à favor de Funeka. Isso não atrapalhou a vitória de Horn, que derrubou seu adversário no quinto intervalo após belo overhand aplicado. Ali levantou-se, mas não sobreviveu após nova queda durante a passagem seguinte, levantando-se mas sendo impedido pelo árbitro de prosseguir.

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